terça-feira, 1 de julho de 2014

Amálgama

Cachoeira de cabelos negros
Olhar impávido como um lago calmo
Sei agora de momentos que passam
Sei tambem de futuras certezas.
De pele clara como as pétalas da flor de mandacarú
Caindo, caindo, caindo...
na palma da minha mão.

Meu olhar é como a amálgama
Que protege a armadura das idéias
Nem as espadas da saudade perfuram.
Caindo, caindo, caindo...
despido dessa ilusão.

...

E eu fico aqui
Com as lembranças
Que vem dos quereres
Da pele das luzes brancas
Que refletiam nos espelhos
Que cobrem tua retina.

Devaneios de caminhos
Distâncias maduras
Que um dia findarão.
São dois rios pintados
De carmim
São noites de lua
Bem clarinha como o branco
Da tua pele.

É o mistério desse olhar
É o definhar das palavras
Curiosas vivendo nas restingas
Desse calmo horizonte.