Os paraprofetas estão a cantar
inebriados na fumaça do cigarro
aguardando na areia da praia
os momentos lúcidos
desmontados numa agonia inérte.
Acordes que buscam
o encontro das palavras
parafernália de indecisoes
nos devaneios dos tolos
ingratos sentimentos.
Mas nesses acordes
de sete notas musicais
caídas e rimadas
nesse jogo de palavras
vivemos a buscar
as mesmas músicas
que vivem em nossa memória
em nossas bocas
em nossas rimas
curvas, retas e viris.
Encosto nessas vozes
que unidas buscam
a ilusão
a perfeição
de idas e vindas
nesse trecho do caminho.
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